Sempre tive problemas com visitas indesejadas, chegando, muitas vezes, a me esconder dentro de casa só para não atender a campainha. Após uma conturbada troca de produtos, há um ano, adquiri um olho mágico para colocar na porta de entrada da minha casa, a fim de monitorar possíveis visitantes indesejados.
No inicio pensei que o olho mágico não funcionasse, já que a todo momento que eu olhava por ele, não enxergava nenhum visitante indesejado. Tá certo que eu não olhei muitas vezes por ele, pois quando alguém tocava a campainha eu ia me esconder embaixo da minha cama, lá no quarto, e de lá não dava pra ver pelo olho mágico, infelizmente.
Ledo engano achar que o olho não funcionava. Há poucos dias cheguei em casa e me deparei com a inexistência da porta de entrada. Não pensei duas vezes e liguei para a Brigada Militar, que prontamente atendeu meu chamado.
Expliquei aos policiais que minha porta havia desaparecido e eles pediram para olhar dentro da casa, a fim de achar alguma pista. Concordei, mas desde já informei que nada estava faltando dentro de minha casa, exceto a porta. Um dos policiais não pareceu se espantar, e perguntou:
– O senhor instalou algum olho mágico ultimamente?
– Ué. Sim, mas como… - tentei responder, assustado.
– Então tudo está resolvido.
O policial foi até o local onde deveria estar a porta, se abaixou, analisou o chão e, com um sorriso irônico na face, abriu um fundo falso que eu jamais pensei que pudesse existir ali. Dentro do buraco por de trás do fundo falso estava a minha porta, junto com ela o olho mágico, que foi levado pelos policiais para prestar esclarecimentos na delegacia. Parece que ele praticava ilusionismo ser ter habilitação junto à OMG (Ordem dos Mágicos Gaúchos). Safado.
Os grandes escritores, artistas e criadores em geral sempre foram pessoas tristes, depressivas, solitárias… Mesmo aqueles que tiveram uma pessoa amada em suas vidas, sofreram de amor e, de certo modo, isso que lhes dava oxigênio para criar cada vez mais.
Assim como não me recordo de nenhum artista brasileiro dos anos 80 que já não tenha morrido de AIDS (exceto o Tony Platão), também não lembro de nenhum grande artista que fosse casado ou que, pelo menos, fosse feliz ao lado de uma mulher. E é partindo do principio de que, toda mulher estraga um blogueiro, que decidi não mais ficar de braços cruzados assistindo a mesma decadência que consome Ronald Rios me consumir. E, por fim, decidi agir.
Contratei dois capangas chamados Raul e Jean, paguei um alto valor para que eles seqüestrassem minha esposa e a matassem violentamente, num crime brutal e sem rastros. Infelizmente Raul e Jean não cumpriram com o trato e fugiram com o dinheiro. Mas não perdi o motivação e, com os poucos trocados que me restaram, comprei, pela internet, uma arma de fogo.
Convidei a Cintia para passar uma tarde romântica ao meu lado, em minha casa. Ela estranhou, afinal já moramos juntos. Mas não deixei a peteca cair e segui com meu plano. O segundo passo era a pedir em casamento para confundir sua cabeça. Novamente ela estranhou, pois também já somos casados. Não sabendo mais o que fazer, olhei para os lados, nervoso, engoli seco e saquei a arma. Infelizmente queimei minha mão e não consegui dar sequer um tiro. Na próxima, já decidi, nada de armas de fogo. Quem sabe uma de água.
Calaram o Paulo Henrique Amorim, mas o Citibank pode vir com tudo que não vai me calar. Até porque nem teriam motivos. Aliás, se viessem com qualquer R$ 300,00 eu já me vendia valendo. Por trezentos, meu nego, eu falo bem até do Rexona.
Eu queria ter lançado este documentário no auge da crise Globo X Counter Strike, mas tive preguiça. Aí ele ficou quase cinco meses parado no meu computador e agora que me sobrou um tempinho consegui finalizar a porcaria.
Este é o “headshot”, um documentário que retrata, de forma amadora, a história de um grupo de jovens seduzidos pelos encantos do Counter-Strike, o jogo mais sangüinário desde Mario Kart.
Há alguns dias, enquanto eu tomava banho, uma cobra saiu de dentro do ralo. Fiquei aterrorizado, pois não estava preparado para ver uma cobra durante o banho.
Existe muitas coisas que eu estou preparado para ver durante o banho e uma cobra, definitivamente, não é uma dessas coisas.
A cobra deu uma boa olhadela em mim e voltou para dentro do ralo. Pensei eu que talvez pudesse ser uma cobra groupie curiosa, atestando com os próprios olhinhos de cobra se eu estava ou não lavando a glande, como costumo mentir no meu outro blog. Mas não era uma cobra groupie, pois no dia seguinte outra cobra apareceu no pátio da minha casa, perambulando pelo gramado. Tentei um ataque surpresa, no entanto não obtive sucesso e, desde então, todos os dias sou abordado por diversas cobras.
As vezes as danadas aparecem em dupla, rastejando pela casa, carregando seus violões e cantarolando modas sertanejas. As vezes aparecem em trio, com camisetas do Public Image Ltd.
Domingo foi a gota d’água. Três cobras saíram de baixo da minha cama e oscilaram pelo quarto numa trajetória senóide. Abismado com a cena, liguei para a polícia ambiental e exigi uma solução. Me enviaram um rato de laboratório que, com muito custo, capturou todas as trinta cobras e, calmamente, explicou que esse negócio de trajetória senóide não tá com nada, que o hype agora é outro.
As cobras, muito simpáticas, prestaram atenção em todas dicas do rato, agradeceram pela verdadeira aula de bons modos e depois o comeram. Aí, num silêncio absoluto, formaram uma fila indiana e foram embora, em linha reta. Desde então não vi mais nenhuma.
– Alô!
– Alô! Quem está falando?
– É a Maria Helena.
– Ohh, Maria Helena. Tudo bom? Aqui é a Alba.
– Oi, Alba.
– Maria Helena, eu fui pedir teu telefone pra Lupi, mas eu acho que ela me deu o número errado. Não deve ser este.
– Mas Alba, tu estás falando comigo agora.
– Pois então, Maria Helena. Como eu achei que a Lupi me deu o número errado, eu escrevi um bilhete para o teu filho e deixei no apartamento onde tu moravas.
– Mas Alba, nós estamos conversando, o número está certo.
– Não, não. A Lupi me deu o número errado. Vou lá na casa dela agora para pedir o número certo.
E essa nova moda de usar a expressão “baixo estima” como se baixo fosse antônimo para auto. Já vi até em novela neguinho falando “baixo estima”. E se fosse uma questão de altura mesmo… o gênero de estima é feminino, portanto seria baixa. Como pode? Nego não pensa antes de escrever um roteiro? Antes de falar merda? Estudou onde? Na com@extol college?
Não é nenhuma novidade que os cidadãos tem curiosidade sobre a minha atribulada vida social. Por onde vou? Pra que time torço? Meus olhos são mesmo desta cor? Aids mata? São inúmeras perguntas que testam a minha paciência. Mas para nós, famosos, tudo isso é absolutamente normal.
Pensando em todas pessoas curiosas deste mundão de meu Deus, fiz um novo blog, um espaço para notícias, uma espécie de twitter sem gente chata me seguindo, enfim, um diário onde todos poderão sanar, diariamente, a principal dúvida da humanidade no que diz respeito a minha pessoa.
O pessoal que participa do Campus Party não para de se perguntar “Onde está o moskito?”. Lhes aviso que eu tenho coisa melhor pra fazer do que acessar a internet e jogar WarCraft o dia inteiro, portanto não participarei e nem apresentarei minha palestra “The Secret - O Segredo da Internet” no Campus Party deste ano, nem de ano nenhum.
Por outro lado, a vida de blogueiro superstar vem me tirando o sono (e me dando dinheiro). São entrevistas atrás de entrevistas, sessões de fotos intermináveis, e vários convites para fazer participações na Turma do Didi, interpretando o personagem loirinho que pega as gatinhas mas sempre se dá mal no final. Algumas coisas aceito, outras não. Então se liga, ralé.
Neste mês, ilustro a matéria sobre blogs da Revista PIX, onde relato o comentário mais esdrúxulo que o DQJ já presenciou. Para quem não tem condições de adquirir este maravilhoso impresso, pode acessar o site e clicar na capa da mais recente edição, lá no rodapé da página. Depois de esperar uns 7 minutos pelo carregamento, você poderá ver todo o conteúdo da revista e a minha contribuição de poucas linhas (lembrando que participantes da Campus Party também podem acessar o site da revista e carregar o conteúdo na metade do tempo).
Minha carreira na música rap não poderia estar melhor. Há pouco tempo, sob alcunha de “DOSCHT, o rapper branco”, gravei, junto ao amigo Mano Benga, o videoclip da canção gospel intitulada “Rap de G-Zus”. Segue o vídeo:
E por fim, rodei um documentário sobre jovens viciados. Planejo lançá-lo o quanto antes a fim de aproveitar a temporada de circuitos de cinema deste mundão de meu Deus. Aí, meu amigo, vai ser prêmio atrás de prêmio.
São José do Norte é uma espécie de ilha que não é cercada de mar por todos os lados. Apesar disto, a única maneira de chegar lá é pelo mar. Então todos fingem que é uma ilha.
Em São José do Norte conheci a vó da Cintia, que me contou várias histórias sobre o município, como, por exemplo, a história de um padre que era negro e, por isso, sofria forte preconceito de todos habitantes da ilha (é bom frisar que a região sul do Rio Grande do Sul é como a região sul dos Estados Unidos: Todo mundo é racista). Segundo a vó da Cintia, o padre negro, muito aborrecido com a população, resolveu fazer uma macumba - sim, o padre fez macumba - e almadiçoar a cidade que, desde então, vive sofrendo com a areia, que toma conta das ruas, das casas e dos olhos do pessoal que não anda de óculos. E assim todo mundo pensa que tem glaucoma.
Também conheci a igreja da cidade, que é uma daquelas igrejas construídas em mil oitocentos e hebe camargo pelo próprio Pedro Álvares Cabral e, por isso, todo mundo acha uma maravilha. Tudo muito bonito e dourado, como a igreja católica manda, mas o que mais me chamou a atenção foi o banner pendurado na parede do interior da igreja:
Católico, salve uma alma: traga um irmão não-católico para pagar o dizimo.
Tipo, que não basta o cara ir na igreja para ser salvo, precisa mesmo é pagar uma taxa.
Soube que, atualmente, a população de São Jose do Norte está apavorada com um ladrão que anda invadindo as residências para roubar dinheiro e comer gostosuras da geladeira. Os habitantes contam que ele é um ótimo escalador e, por isso, o apelidaram de “Aranha”.
Mas a coisa mais sinistra que presenciei em São José do Norte é a vó da Cintia atravessando a rua. Toda vez que uma rua devia ser atravessada, a vó da Cintia, ao invés de cruzar rapidamente, de um lado ao outro, fazia um percurso diagonal que quase lhe custava a vida.
Em alguns momentos a vó da Cintia chegava a andar paralelo aos carros. Sempre com um ar de tranqüilidade meio aos buzinaços dos motoristas indignados. Era apavorante.