E a Poliça me ligou
segunda-feira, 16 de abril de 2007Então na sexta-feira a tarde, novamente, meu celular tocou. Olhei na tela é era um número de Porto Alegre, um número de celular. Quando atendi era uma pessoa se identificando como Alexandre, inspetor da Polícia Federal.
Este me interrogou e fez uma puta pressão por telefone, dizendo que a minha banda toda iria ser chamada a depor e o escambau. Ele me pediu o telefone dos organizadores do evento e eu não dei, pois não os tinha. Então ele achou que eu estava acobertando a organização e me ameaçou.
O lance mais esdruxulo foi quando ele começou a falar muito bem e puxar o saco do Banco ********, como se fosse um defensor do banco. Pedi qual era o número do fone dele (mesmo já o tendo) para que eu pudesse procurar alguém da organização e mais tarde lhe ligar para passar o contato. O tal inspetor da Polícia Federal disse: “Agora não posso, estou na rua. Mais tarde eu te ligo”. E desligou.
Obviamente ele não retornou a ligar.
Penso que o cara nem era da Polícia Federal. Hoje mesmo vou esclarecer isso, pois se o cara não tiver ligação com a Polícia, ele vai se foder muito, pois tenho gravado todo telefonema e está na gravação o momento em que ele fala “sou da Polícia Federal”. Acho que o pessoal da Polícia de verdade não vai gostar disso não.
Como pensamos que tudo não passava de ameaças do Banco *********. Fomos para a cidade de Passo Fundo fazer o show. Chegando na cidade arrumamos todos equipamentos, passamos o som e quando faltava poucas horas para o evento começar, o dono do prédio chegou avisando que o Banco ******** havia ligado para ele e que a Polícia Federal também.
Ou seja, não deixaram a gente fazer o show, nem os organizadores fazerem a festa, pois alegaram que todos seriam fichados por “invasão de propriedade”. Voltamos pra casa e contratamos um advogado. Agora a coisa vai ser no nível Sparta do chutão.
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