2. Considera??es finais
sexta-feira, 29 de abril de 2005Eu n?o tenho nada a dizer sobre o cotidiano, talvez porque nada aconte?a na minha vida. As melhores hist?rias que eu tenho aconteceram em ?nibus. Teve aquela do cara muito bem vestido que parecia morto; dormindo sentado com metade do corpo pra fora do banco e a m?o arrastando no ch?o. Outro dia vi um trocador igual ao Ronaldinho, o que me fez lembrar da minha inf?ncia, ouvindo Gabriel, O Pensador na periferia. A prop?sito, se voc?, mulher, entrasse num ?nibus e Jos? Mayer fosse o trocador, n?o o acharia bonito nem charmoso, muito menos bom ator. Isso porque, al?m de o Jos? Mayer ser realmente um p?ssimo e feio ator, a realidade ? ruim e desinteressante; voc? nunca vai dar o valor que uma pessoa merece a menos que ela apare?a na TV; ou num poster, pelo menos. E quando isso acontecer ela certamente receber? mais do que deveria. O bicho-pregui?a ? t?o inepto que freq?entemente agarra os pr?prios bra?os e pernas em vez de galhos e cai das ?rvores, mas voc? n?o v? isso no jornal.
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