¿dequejeito?

Uma loteria muito louca de verão

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005

(Continuação do último texto publicado)

Então estava acertado. Eu voltaria de avião até Porto Alegre, depois pegaria um ônibus até Carazinho - RS, e o Everardo (Tiririca) me acompanharia na viagem pois eu havia intermediado a sua ida até a cidade para um sorteio da loteria.

Sem ganhar nada com isso, a não ser a sastifação, no dia nove deste mês levei o Everardo até o centro da cidade, onde lá ele se encontrou com o senhor Alceu de Castro, chefe regional de eventos da Caixa.

Depois de uma breve reunião, ganhei alguns brindes (canetas, blocos e camiseta) e fui dispensado. Na parte da noite aconteceria o sorteio da LotoFácil, e outras loterias da Caixa, onde o Tiririca seria o anfitrião que tiraria as bolas (ui) e, depois do sorteio, ainda rolaria um pocket playback show do astro. Mas até a horado sorteio decidimos por dar uma bandinha pela cidade.

Caminhando pelas calçadas do centro as pessoas olhavam para mim e Everardo (que não estava caracterizado como Tiririca) com ares de dúvida. Ao passar pela frente da praça central (aquela que tem uma igreja do lado e a prefeitura do outro) uma menina de uns 18 anos nos parou com uma pergunta:

Menina: Ei, eu te conheço da TV…
Tiririca: Eeeeeeee que legal.
Menina: É, que massa. Sou tua fã.
moskito: Hahaha, massa.
Menina: Você não é o… o…
Tiririca: Sou…
Menina: o Léo Almeida.
moskito: Quem, eu?

Quais as chances de alguém me confudir com o Léo Almeida, apresentador de TV, novamente? devem ser poucas e por isso não pensei duas vezes antes de responder a pergunta da garota.

moskito: Bom, sou…
Tiririca: Hahahaha (rindo sem os dentes)
Menina: Me da um autógrafo, Léo Almeida?

Assinei como Léo Almeida jamais sonharia assinar uma folha de agenda e depois eu e o Everardo (que tava puto da vida com a confusão) fomos até o caminhão da caixa, esperar o sorteio começar.

O povo carazinhense compareceu em peso para prestigiar o astro que, depois do show, me convidou para jantar numa pizzaria local. E eu, como bom homem de eventos, dei uma idéia pro Tiririca: Dormir na minha casa e pegar para ele a grana que a Caixa havia destinado ao hotel. E ele aceitou. E pra finalizar, eu ainda não ganhei a porra da chave da cidade (mais que merecida).

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Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo que tinha para se dedicar ao seu verdadeiro dom: os fantoches.