DETONADO
terça-feira, 25 de janeiro de 2005Dois mil e cinco é o meu ano Persegonha®. Já estamos há 25 dias neste ano e eu já li três livros. O último foi nesta madrugada, das 4:00 até as 7:30, e se chama “Metódo Moderno da Limitação dos Filhos” escrito pelo Dr. Thurston Scott Welton.
Achei esse livro, ontem a noite, enquanto vasculhava fotos antigas numas caixas de papelão aqui de casa. Ele foi escrito em 1949 e as páginas deles estão totalmente deterioradas. Mal dava pra folear a porcaria. Mesmo assim a leitura foi muito divertida.
O livro tem orgulho de dizer que é uma das únicas publicações sobre controle de natalidade que foi aprovada pela Igreja Católica. Mas os fatos engraçados não param por aí. O primeiro capítulo do livro chama-se “O Casamento” e fala o quão importante é a religião na vida dos casais sexualmente ativos e que para existir sexo, é preciso existir amor, e para existir amor é preciso o casamento católico.

Depois o livro fala sobre, fecundação, menstruação, procriação, maternidade, tudo num linguajar bastante “vois sabeis como colocais a folinha à vossa frente”.
Mas o grande lance do livro são os gráficos matemáticos (a já conhecida tabelinha, só que de forma muito fácil de entender). Até eu consegui entender como calcular o dia em que a patroa pode ou não pode dar uminha mais livremente. Junto com os gráficos o livro presenteia o leitor com um pedaço de lamina plástica que serve para colocar sob os gráficos e girar, de modo que os dias onde o óvulo pode ser fecudando fiquem em vermelho.
Como o livro foi escrito lá na década de 50, existem alguns fatos bastante interessantes, principalmente se tratando de igualdade sócio-sexual. No capítulo que introduz à parte dos gráficos, o autor recomenda que um homem ajude a mulher para fazer os cálculos.
Muitas pessoas não gostam de números e é comum entre as mulheres a inaptidão para fazer cálculos numéricos. Porisso, em seus cálculos, podem persistir em algum êrro grosseiro susceptível de resultar em decepção ou calamidade.
Mas isso não é nada perto do trecho em que o autor diz que a região da bacia feminina tende a alargar logo no início da puberdade pois a única função da mulher na sociedade é ter os filhos. E mais nada.
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