terça-feira, 14 de dezembro de 2004
Quando estava indo devolver uns dvd’s na locadora, passei pelo “salão” do Pedro (o cabeleleireiro) e ele estava na porta, quase que do lado de fora, assoviando o famoso “fiu fiu” para uma gostosa que passava pela calçada do outro lado da rua, enquanto que lá dentro do “salão” o cliente esperava pacientemente com o cabelo semi cortado. Cada vez mais macho este Pedro.
Logo depois vi um daqueles caras que catam papel com carrinhos estilosos. No carrinho tinha uma placa com a escrita “Só Jesus é o Salvador do Mundo. Deus nos guarda”. Seria bonito se o velhote que puxava o carrinho não estivesse usando uma camiseta do Black Sabbath com um lindo diabão silkado em sua estampa.
De quebra passei numa lojinha e comprei os dois primeiros álbuns do Bidê ou Balde por R$ 5,90 cada. No álbum “Outubro ou Nada” tem uma faixa interativa com uns vídeos bem legais, tipo três minutos de filmagem de uma pessoa varrendo um gato com uma vassoura. No encarte do cd ainda tem um texto muito legalzinho e nonsense:
Dêem-nos os mastros das suas bandeiras e nós dançaremos o limbo! Façam as luzes piscar, aumentem o volume do som; cochiche no ouvido de alguém ou acomode-se na poltrona para assistir-nos dançando. Que tal um happening na quinta a tarde? Escreva cartas para pessoas que você não vê há anos e as convide para ficar na minha casa. Estarei arrumando os móveis, estarei limpando tudo, estarei a vontade. Arranje um mapa da cidade e tente não seguí-lo. Até o velhinho da casa 13 veio à festa. Ele está de olho na Letícia, na casa dos 25. Ela está de olho no Facchinni. Todas as gurias estão de olho no Facchinni, e ele vai até elas. Ele se aproxima, ela pede uma cerveja, ele volta até o balcão, ele volta do balcão com a cerveja. Ele serve o copo dela. Ela olha pro velhinho. Ele olha pro Facchinni. O Facchinni vem e ele pede a conta. Ele acha que tá velho demais para isso. Ele vai embora, antes do Facchinni trazer a conta, com um sorriso guardado atrás da orelha. Vive le flesh nouveau! Vá as compras. Mas não pague! Dê mais risadas. Passe mais tempo nu. Trepe nas ruas. Celebre todos os feriados de todos os lugares e todas as culturas. Chore mais, mas chore bem. Falsifique bilhetes de loteria. Longa vida à nova carne! Queremos um shopping center que não sirva para nada (e que tenha o formato e aparência de uma baleia gigante - tanto por fora quanto por dentro), onde os cinemas projetem a programação diária dos canais de televisão aberta e que sejam caros. Queremos um viaduto que leve seus usuários para um passeio aprazível e fique dando voltas. Por que os cientistas não inventam robôs para a Cidade? É, um robô, de uns 60 ou 100 metros de altura, programado para ficar passeando pela Cidade o tempo inteiro, em moto-contínuo, programado para nunca pisar em cima das pessoas, mas determinado a assustar todos os cidadãos, tirando raspões. Compre um disco dos Replicantes para dar para alguém, hoje. Um museu em homenagem aos cupins. Um museu em homenagem aos cupins. Uma casa só pra ti. Pra quê? Escreva “este será o seu fim” em todo bilhete de loteria que passar pela sua mão. Junte vários, os distribua na frente do hospital de clínicas. Esteja sorrindo. Outubro ou nada!
Tem coisas que só o rock gaúcho faz por você
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domingo, 12 de dezembro de 2004
Final de semana, calor, prazer, sedução, libido no ar. Depois de romper a traquéia de tanto beber resolvi a não assistir filmes do Tom Cruise. O filme desta vez foi…
Elephant
Meu amigo que paga uma de cult ou alternativo, vou lhe dizer uma coisa que poderá lhe assustar: Elephant é uma merda de filme. Quase tão ruim quanto Kill Bill ou DogVille, que também são aclamados por uma cambada de idiota sem noção.
Baseado na história que aconteceu em Columbine, onde dois garotos invadem uma escola com armas e atiram em todo mundo depois se matam, o filme desagrada em tudo. A falta de uma trilha sonora ou de diálogos com um mínimo de ação só faz o visualizador ter sono. Talvez sono não seja a coisa correta, já que você fica ligadão no filme o tempo todo, só esperando algo acontecer. E não acontece.
Nota: 0,6
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2004
Vamos conferir as notícias que viraram notícias nos principais jornais do mundo em Carazinho no Rio Grande do Sul. Aconteceu…
Menino de nove anos é violentado por caseiro
Um menino de nove anos, residente no Bairro Sommer, encontrava-se na residência da avó, sendo cuidado pelo caseiro, um homem de 37 anos de idade. Segundo consta na ocorrência, a mãe passaria mais tarde buscar o menino. O acusado que era de confiança da família teria tirado a roupa da criança e mantido relação sexual contra a vontade da vítima. Após sofrer o abuso o menor telefonou para a mãe chorando e dizendo que precisava contar algo pra ela, quando então foi descoberto o ocorrido.
O acusado foi detido por policias militares e encaminhado ao plantão da Polícia Civil, onde foi preso em flagrante pelo delegado Gerri Adriani e recolhido ao Presídio Estadual de Carazinho, onde ficará a disposição da Justiça.
O menino, queixando-se de dores foi encaminhado ao Hospital Comunitário de Carazinho, onde foi medicado e realizou exame preliminar.
Segundo o delegado Gerri Adriani o acusado reservou-se ao direito de ficar calado e deverá se pronunciar apenas em juízo.
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2004
Hoje eu notei que sou um grande idealizador de máximas (aquelas frases engraçadinhas de comparação, porra). As cinco últimas são excelentes para se soltar em rodinhas de amigos e fazer todo mundo ficar em silêncio e pensando consigo: “Que idiota!”.
1. “Caindo mais que jogador de futebol com parada cardíaca”
Pode ser empregada em várias situações, como a queda da sua conexão discada, a chuva perturbante que não para nunca ou aquele seu amigo trouxa que sempre é lesado com piadinhas da turma.
2. “Esta meia me caiu como uma luva”
Também pode-se trocar a peça do vestuário em questão. calça, tênis, camisa, até mesmo uma luva, com o perdão da redundância: “Esta luva me caiu como uma luva”.
5. “Mais medroso que barco a vela”
Significado ainda desconhecido.
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2004
A porra do sistema de comentários ainda vai levar muito tempo pra voltar. E isso deixa tudo sem graça. Tá certo que sem comentários eu posso, finalmente, falar umas verdades para os visitantes e não me aborrecer com as consequências, já que ninguém vai abrir o bico pra me criticar. Poderia até falar que acho vocês uma cambada de paga pau escroto, mas não vou.
Bom, liguei pro servidor.
– Mano, o que tá rolando com os comentários?
– Ué, cara. Aqui tá tudo normal.
– Normal?
– Deve ser o Jot mudando algumas coisas no banco de dados.
Liguei pro Jot (o cearense que comanda o banco de dados)
– Aê, minha nega. Tu ta fodendo tudo meu blog, né.
– Eu?
– É. cadê meus comentários?
– Sei não, deve ser culpa do servidor.
Logo, em reunião com os dois chegamos a conclusão que alguma das coisas listadas abaixo aconteceu nos últimos dias.
- Algum hacker invadiu o banco de dados
- Alguém ratiou e ta escondendo o jogo
- Gnomos , atraídos pela água da Jamaica, estão zoando o banco de dados.
Ninguém sabe o que fazer para resolver a parada, então não sei quando teremos comentários novamente. A Fer é minha companheira de servidor e também tá com o mesmo problema.
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terça-feira, 7 de dezembro de 2004
Não tem graça nenhuma postar textos novos sem que os comentários estejam funcionando. Por favor, me enviem e-mails engrandecendo meu ego e puxando meu saco.
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2004
Hoje eu, debaixo de um temporal feladaputa, fui até os correios para postar um violão. Sim, vendi meu violão no Mercado Livre e fui envia-lo. Na volta, debaixo de um temporal feladaputa, passei em frente a um boteco. Nove e meia da manhã, segunda-feira, temporal feladaputa, prazer, sedução, libído no ar, e lá estava um tiozinho torto de cachaça CHORANDO feito menininha porque a porta do bar estava fechada.
Lamentável.
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2004
Hgatinha (01:20 PM) :
Qual seu nome?
moskito (01:20 PM) :
Pedro
Hgatinha (01:21 PM) :
Bonito nome
moskito (01:21 PM) :
Obrigado
Hgatinha (01:22 PM) :
Você parece ser timido
moskito (01:23 PM) :
É que alem de novo no icq eu sou novo no Brasil
Hgatinha (01:24 PM) :
Você é de onde?
moskito (01:27 PM) :
Meu pai trabalha na embaixada brasileira na Italia. Eu nasci aqui mas fui para lá com 12 anos e voltei em janeiro deste ano.
Hgatinha (01:28 PM) :
Morou la sete anos, que legal. Qual sua opiniao entre aqui e la?
moskito (01:30 PM) :
La é muito ruim! País pobre e sem incentivo a cultura. Fiquei 4 anos sem recebr um tostão do governo para financiar minha peça de teatro.
Hgatinha (01:31 PM) :
Faz teatro, gostaria de assistir uma peça um dia
moskito (01:32 PM) :
Você nunca assitiu?
Hgatinha (01:33 PM) :
Não
moskito (01:33 PM) :
Po! que pena
Hgatinha (01:34 PM) :
Onde você faz teatro?
moskito (01:36 PM) :
Aqui no Brasil eu parei. Larguei dessa vida. La era uma compania bem conhecida no país.”Troupe Deqjel”
Hgatinha (01:37 PM) :
E o que faz aqui agora?
moskito (01:38 PM) :
Trabalho na Domino’s Pizza. Conhece?
Hgatinha (01:38 PM) :
Não onde fica
moskito (01:39 PM) :
É uma rede de pizzarias www.dominos.com.br
Hgatinha (01:43 PM) :
Muito gostoso acabei de entrar no site
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2004
Escrever Yogurt ou Yakult ao invés de Orkut e achar que é uma piada boa e que todo mundo vai rir horrores com isso.
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2004

Hoje é sexta-feira. Dia de tomá uma ceva e fumá unzito.
Amanhã tem Open Jam aqui em casa e quem tiver algum instrumento musical já tá automaticamente convidado.
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