O negão Branco
quarta-feira, 1 de setembro de 2004Eu tinha um colega de faculdade que se chamava Branco.
Isso mesmo. Era um nome estranho mas era o único que ele tinha, e talvez isso só o tornasse mais legal, já que ele era negão.
Vai saber o que a mãe dele tinha na cabeça na hora de dar o nome.
Bom, mas o Branco era o presidente do Centro Acadêmico do meu curso e como deveres de um presidente ele tinha que promover festas e encontros regados a drogas e tubaína. Numa dessas o Branco e seus demais secretários, tesoureiro (enfim, todos os manés do centro acadêmico) entram em minha sala e dão o aviso:
– Seguinte, pessoal. Vai rolar uma jantinha. O local ainda não ta definido mas já estamos aqui para convidar todo mundo e passar uma lista de nomes para o pessoal marcar presença.
Dado o recado, o nego Branco disse:
– Agora nós vamos porque ainda temos que passar na outras turmas
– Branco! Posso ir junto?
– Claro, moskito.
Então eu tinha uma desculpa pra poder sair da sala e ainda poderia passear pela faculdade com o Branco.
Chegando na próxima turma o Branco abriu a porta e deu o recado:
– Pessoal, sábado vai ter uma festa na casa do moskito e estamos aqui para convidar todo mundo e passar uma lista de nomes para o pessoal marcar presença.
– Perae, negão. Como assim na minha casa?
– Ué? Não era o combinado?
– Que combinado?
– É só uma confraternizaçãozinha na tua casa moskito.
– (…)
– Não vai rolar bagunça.
– Quantas pessoas?
– Ah! No máximo umas quinze pessoas.
Bom, no dia da “confraternizaçãozinha” rolou que 67 pessoas (eu contei) invadiram minha casa e sujaram meu carpete, tomaram meus sorvetes, roubaram itens de cerâmica da minha mãe e mataram minhas flores. Bom, mas onde eu quero chegar com esse post e no seguinte conselho: Jamais ofereça ajuda ou confie em branco.
Ô raça maldita.