Esse post denovo
quinta-feira, 27 de maio de 2004– Oi, quero minha passagem.
– Claro, senhor! É o sua primeira vez?
– Não! Não.. Já voei antes.
– Ah, desculpa! É que o senhor parece-me inquieto.
– É que estou apertado. Minha bexiga está explodindo.
– Nervosismo?
– Não! É só vontade de ir ao banheiro mesmo.
– O senhor pode ir quando estiver dentro do avião.
– Mas eu não vou aguentar.
– Mas se o senhor não for para o avião agora, perderá o vôo.
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– Amor, gostou dos lugares?
– Sim, gosto de sentar perto da janela.
– Pensei que não tivesse gostado.
– Porque pensou isto?
– É que você está me parecendo nervoso.
– Não, não estou nevoso.
– Está sim! Deixe-me adivinhar. É sua primeira vez, certo?
– Não, pô! Já voei algumas vezes antes.
– Mas então porque está assim, transpirando?
– Preciso ir ao banheiro.
– E você está nervoso assim só por causa disso?
– Ah! Não me amole, querida. Com licença.
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(toc toc toc)
– Desculpa, senhor! O senhor não pode entrar aqui.
– Como não? Paguei a passagem. Tenho direito a usar o banheiro.
– Mas senhor. Aqui é a cabine do piloto.
– Como assim a cabine do piloto?
– Sim, senhor. O banheiro é lá no fundo do avião.
– Droga! Que merda!
– Senhor? O senhor está bem?
– Sim, estou. Porque?
– Está parecendo nervoso.
– Eu não estou nervoso, porra!
– Já sei. É a sua primeira vez?
– Caralho! Não é minha primeira vez.
– Mas…
– Cala boca!
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– Amoreco, porque essa cara de aborrecido?
– Não te interessa!
– Mas amor, o que aconteceu no banheiro?
– Não te interessa!
– Aposto que você está assim porque é sua primeira vez.
– Não é minha primeira vez. Eu já disse.
– Então porque está desse jeito?
– Porque não consegui ir ao banheiro ainda.
– Ai, amor! Essa sua disfunção na bexiga…
– Eu não tenho disfunção nenhuma, porra! Simplesmente quero mijar.
– Calma, amor. É normal o organismo responder assim a essas coisas.
– Que coisas?
– Sua primeira vez. É normal ficar nervoso.
– Vai tomá no teu cu.
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– Agora que chegamos, cada um vai para um lado, ok?
– Porque?
– Porque você foi grosso comigo lá no avião.
– Mas eu estava nervoso.
– Você havia dito que não estava nervoso.
– Mas, amor…
– Ok! Faremos as pazes…
– Que bom…
– Mas só se você admitir que foi sua primeira vez.
– Caralhos de Asas, eu já disse que não foi minha primeira vez.
– Viu, viu! Já estás nervoso denovo.
– Não estou nervoso. Só quero ir a algum banheiro.
– Ali tem um, seu babaca!
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– Está melhor agora, babaca?
– Sim, muito bem.
– Então porque ainda está com essa cara?
– Não estou com cara nenhuma.
– Está sim! Uma carinha de surpreso.
– Ah. É que enquanto eu estava no banheiro me ocorreu uma coisa.
– Que coisa?
– Eu finalmente consegui entender a diferença entre uma empadinha e um quindim.
