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domingo, 11 de abril de 2004A morte
Falando em nascimento de Jesus, lembrei hoje de um dialogo que eu ouvi. Eu gosto de ficar atento a tudo que as pessoas estão falando. Eu nem preciso estar no assunto, no meio da conversa, eu me meto só pra ouvir e memorizar tudo, aí então postar no blog.
Se eu vejo uma cena engraçada eu já imagino: Bah! Legal, vou postar no blog. Acho que to viciado nisso.
Mas então: Tinha uma menina, que até é visitante deste blog. Ela tava numa mesa ao lado da minha numa dessas sexta-feiras deste Brasilzão de meu Deus, e eu ali, bicando tudo e anotando mentalmente.
– Ain, cara! Saca que to viva, né.
– Só, gata.
– Issaê! Sabes que só uma coisa está me mantendo viva?
– Pô. O que é, gata?
– A vontade de viver, cara.
É, escrevendo assim não tem muita graça. Mas na hora eu ri.
E teve outra amiga que tava contando uma história sobre suas bebedeiras da vida. Ela é bem baixinha e tal, e eu já tava meio chapado, e ela contando, contando…
– E teve uma noite que eu sai. Voltei pra casa altinha, altinha de bebada…
– Peraê!
– Oque foi?
– Nada não. Estava aqui pensando.
– Pensando no que, po?
– Assim, vocês já notaram que uma empadinha e um quindim tem diferença? Eu sempre pensei que fosse a mesma coisa.
