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quinta-feira, 29 de janeiro de 2004Hoje
Eu e Juliana resolvemos encarar a cidade grande e sair de São Miguel Paulista.
Depois de viajar 83 minutos num daqueles trens em que os SkinHeads batem nos punks, pegamos alguns metrôs e chegamos na estação Praça da Árvore.
Logo na saída da estação encontramos o Pinguim, uma pessoa que eu não conheço e eu nem sei donde veio, mas tava lá e nos cumprimentou. Logo depois que o Pinguim foi embora de carona com a mãe de uma menina que eu não conheço, o Capanema nos liga ao celular e começa a falar coisas.
– Oi Capa!
– Alô, onde cês tão?
– Na Praça da Árvore! O Pinguim tava aqui com nós e mimimimim mimimimimi mimimimi mimimimimi mimimimimi
TUTUTUTU
Caiu a ligação e não podemos mais estabelecer contato com este menino. Até agora não sabemos o que ele queria conosco.
Bom, depois de fingir que a ligação havia caído (porque nós gostamos de ignorar celebridades da internet) nos encaminhamos para a casa do famoso compositor brasileiro Vitor Tambelli, onde encontramos mais pessoas estranhas. Dentre elas a Layza e o mundialmente conhecido Bruno Borela, vulgo Borelão.
Após cumprimentos entusiasmados e muita choradeira fomos ao Mercadinho e Mercearia Pão de Açúcar, pois na Padaria Broinha não vendiam Kaiser quente, como desejamos. Tudo isso para sentar num banquinho de praça e tocar violão junto com os tiozinhos bêbados locais durante umas 5 horas ininterruptas.
Depois choveu e fizemos um suruba animal.
Sem o Borelão, porque ele quis ir embora assistir Malhação.
=’(
