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sexta-feira, 26 de setembro de 2003YU-GI-OH é o caralho, meu nome é Zé Pequeno, porra!
Cheguei na praça de alimentação para almoçar ali pelas 14:30. Notei que ninguém mais almoçava naquele momento, mas a praça de alimentação estava cheia.
Crianças, idosos, adultos e pernetas jogavam loucas partidas daquele jogo de carta que é sensação no momento, o YU-GI-OH.
Peguei um pacote de salgadinhos, uma lata de fanta e me acomodei numa das únicas mesas vazias do local. Logo que sentei, um cara de, sei lá, 40 anos sentou na minha frente, na mesma mesa que eu.
Não falei nada, afinal o lugar estava lotado de jogadores viciados e ele estava procurando um lugar para poder comer seu lanchezinho, certo?
Errado.
Tiozinho puxou um baralho, colocou na mesa e disse:
– Ímpar!
– Hã?
– Eu quero ímpar!
– Que ímpar?
– Pô. Impar. Pra jogar YU-GI-OH.
– Eu não jogo esse negócio.
– Como assim não joga?
– É, tô aqui pra almoçar, não pra jogar.
O tiozinho se levantou com as cartas na mão e disse bem alto para que todos os demais viciados mirins ouvissem:
– Pessoal, ele não tá jogando YU-GI-OH.
– HAHAHAHAHAHAHA!!!!
Todos apontavam para mim como se eu fosse um monstro.
Peguei minha fanta e me afastei do local o mais rápido possível. Enquanto corria, olhei de canto de olho para trás e vi várias crianças atacando o pacote de salgadinhos que eu havia deixado, e o tiozinho estava sobre a mesa com as mãos erguidas e gritando palavras de ódio em japonês.
Malditas cartas do mal.
Estão nos tirando nossos jovens.