¿dequejeito?

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quinta-feira, 26 de junho de 2003

Santo Daime 2 - Jo?o, o c?o alucin?geno
Em outubro de 2002 eu relatei aqui minha passagem pelo templo do Santo Daime, com direito a ch?s de ervas e unic?rnios falantes. Quem n?o lembra pode ler a hist?ria aqui.
Agora estou escrevendo este post diretamente do templo do Santo Daime.

Como pode isso?
Acontece que hoje eu tive que voltar ao templo para configurar (novamente) uma conta de e-mail. Eu ainda acho que o meu cliente (dono do templo) ? louco e pensei que desta vez aconteceria as mesmas coisas ou talvez coisas piores do que em outubro.

Mas eis que foi diferente.
Chegando ao p?tio do templo, com o meu cliente (dono do templo) ao meu lado, fui recepcionado com um grito vindo do meio da mata de: “Cuidado! O Jo?o t? solto!”
Neste momento o meu cliente (que tamb?m ? o dono do templo do Santo Daime) gritou: “Se protege!” e se atirou no ch?o no meio de algumas capoeiras.

Eu n?o estava entendo oque tava acontecendo. Mas minhas d?vidas foram ofuscadas quando visualizei o maior monstro do mundo. Jo?o era um cachorro, n?o sei de qual ra?a, talvez da ra?a dos bezerros pois seu tamanho n?o era muito inferior ao tamanho de um boi ou uma vaca.
Jo?o come?ou a me cercar e fazer barulhos com a boca.

Eu estava apavorado mas continuava caminhando em dire??o ao escrit?rio do templo, atravessando o p?tio florido com Jo?o e o meu cliente no lado.
O cliente notou minha preocupa??o com o c?o e disse:

– N?o te preocupa, rapaz!
– Ah! Ele ? calminho?
– N?o! O Jo?o ? bem bravo mas quando eu estou por perto ele n?o ataca ningu?m, ao menos que eu de a ordem.
– Ah bom! Assim fico mais tran…
– JO?O! PEGA! PEGA!…

Gritou o meu amado cliente enquanto apontava pra um arbusto. Ao ouvir aquilo eu quase desmaiei de medo e Jo?o prontamente atendeu o chamado de seu dono e desferiu uma patada no pobre galho de arvore.

– Viu como o Jo?o me obedece?
– Ah, si-sim. Vi sim!
– JO?O! PEGA! PEGA!

Desta vez o cachorro Jo?o n?o fez nada e o meu cliente ficou enfurecido com o desreipeito de seu fiel c?o dando-lhe um tabefe no fucinho. Jo?o ficou com sangue nos zoio e atacou seu dono com uma mordida no bra?o. Eu vi a cena e corri em desespero at? a porta do escrit?rio onde me tranquei e fiquei escutando os grunidos e berros de dor que ecoavam do p?tio.

– Toc Toc
– h?! quem.. quem ??
– Sou eu! O cliente!
– H?! Voc? t? legal? - disse eu enquanto abria a porta
– To sim. O Jo?o s? me deu umas mordidinhas.

Neste momento entram pela porta o meu cliente e Jo?o, o c?o psicopata. Novamente me apavorei-me e, no desespero, tentei me esconder atr?s de um arm?rio que havia no local.

– N?o precisa se esconder. O Jo?o s? ataca quando eu n?o to perto!
– Mas…
– Mas nada! Configura ae o meu e-mail enquanto eu vou ali no orat?rio preparar um ch? para a oferenda de hoje a noite.
– T? bom.. Tudo bem. Mas o Jo?o n?o vai ficar aqui, n??
– Claro que vai! Esse escrit?rio ? onde o Jo?o dorme toda noite. ? s? voc? n?o desrespeitar os limites dele enquanto configura o e-mail que ele n?o lhe atacar?.
– Mas…
– Mas nada! Volto daqui a meia hora!
– Mas eu s? levo 5 minutos pra…
– Pra nada! Volto daqui a meia hora.
– Mas..
– Jo?o! Cuida desse cabeludo enquanto eu n?o volto. N?o vai morder ele, viu!
– Au! Au! Au! - disse Jo?o

Agora estou eu aqui, no escrit?rio do templo do Santo Daime, esperando meu cliente voltar e completamente apavorado porque tem um cachorrossauro comendo o lixo no lado do computador.
Espero que ele volte logo.

Se em 12 horas n?o tiver um post novo aqui no blog avisem as autoridades.

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Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo que tinha para se dedicar ao seu verdadeiro dom: os fantoches.